• moriafm917

Chegada de vacina é esperada até dia 23 de fevereiro


Cerca de 4,8 milhões de doses de Coronavac devem ser distribuídas para o país até o dia 23 de fevereiro. De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, a data será confirmada amanhã (17), durante a videoconferência do Fórum dos Governadores.


O que se sabe é que são doses do


Instituto Butantan e que 5% serão enviadas para o Amazonas e o restante dividido com as 27 federações. Ainda não foi confirmada a data, mas a previsão é para ser entre os dias 22 e 23 de fevereiro. Só teremos a confirmação na reunião de amanhã”, afirmou Resende.


O secretário não está otimista quanto ao futuro da pandemia em Mato Grosso do Sul e no país. “Acredito fielmente que a terceira onda vai acontecer e podemos ter situações dramáticas no Estado.


A previsão, segundo ele, se deve ao comportamento da população. “Qualquer medida que levamos para pedir a restrição para diminuir a mobilidade social, há uma repulsa, uma rechaça da população que não contribui. Enquanto não houver vacinação para todos, e o Brasil não se preparou para isso, a gente vai ficar sofrendo esse calvário”, pontuou.


Cientistas alertam para a terceira onda que já ocorre em Manaus. A nova cepa do coronavírus chamada de P1 é mais transmissível e produz um número significativo de infeções autóctones, que ocorrem sem “importação”.


Casos já são investigados em São Paulo, Ceará, Espírito Santos, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. O único jeito de evitar essa nova onda seria a vacinação em massa, mas o governo federal não tem doses suficientes para a campanha nacional de imunização.


Em Mato Grosso do Sul um caso de possível cepa P1 é investigado em Corumbá, município localizado a 424 quilômetros de Campo Grande. Mas de acordo com a secretário de Estado de Saúde, até o momento não foi confirmado pelo laboratório referência nacional. E não existe uma previsão de quando essa provável terceira onda ocorra no Estado.


Governadores se reúnem com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello nesta quarta-feira (17) para cobrar um cronograma detalhado de distribuição de vacinas após o anúncio de que toda a população será imunizada até dezembro de 2021. O encontro também servirá para os chefes de Estado discutirem o pagamento pelo custeio de leitos de UTI para Covid-19 e insumos para o combate da doença.


De acordo com as informações da Agência Brasil, o Ministério da Saúde prevê entregar a remessa de 42,5 milhões de doses pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da vacina AstraZeneca em março e de mais 7,95 milhões do mesmo imunizante até junho.


O Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de vacinas contra covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Seas) do ministério informou que a previsão é receber do Instituto Butantan, de São Paulo, 100 milhões de doses da vacina CoronaVac.


Em janeiro, conforme a secretaria, foram entregues 8,7 milhões de doses. Em fevereiro serão mais 9,3 milhões. O cronograma tem previsões para os meses seguintes março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e a última entrega prevista é para setembro (8,8 milhões).


Já da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o cronograma estima o recebimento de 222,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Em janeiro, o ministério informou que recebeu 2 milhões de doses. Para fevereiro, a entrega prevista é de 4 milhões. Em março serão 20,7 milhões, em abril mais 27,3 milhões, em maio 28,6 milhões e em junho 1,2 milhão.


Conforme a secretaria, a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.


O cronograma prevê ainda a entrega das 10 milhões de doses da vacina Sputnik V do Instituto Gamaleya, importadas da Rússia, pela farmacêutica União Química. De acordo com a Seas, a previsão é de que o contrato seja assinado esta semana. Quinze dias após a assinatura, o ministério deve receber 800 mil doses.


Em abril, com 45 dias após a assinatura do contrato, a entrega será de mais 2 milhões. Em maio outros 7,6 milhões, com 60 dias após a assinatura e a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês.


Já para a vacina Covaxin – Barat Biotech, a previsão é de receber 20 milhões de doses importadas da Índia e o contrato também deve ser assinado nesta semana. Devem chegar ao Brasil 8  milhões de doses com dois lotes de 4,0 milhões com 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril mais 8 milhões também em dois lotes de 4 milhões com 45 e 60 dias após a assinatura do contrato e em maio 4,0 milhões de doses com 70 dias após o contrato assinado.

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