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Em ano de pandemia, Mato Grosso do Sul tem queda nos pedidos de seguro-desemprego


Mato Grosso do Sul encerrou 2020, ano de pandemia da Covid-19, com 95.559 solicitações de seguro-desemprego, de acordo com dados do Ministério da Economia. O número é 5,7% menor em relação ao acumulado de 2019, quando foram 101.393 pedidos.


Somente em dezembro foram 6.532 pedidos de seguro-desemprego no Estado. Em relação ao mesmo mês de 2019, a queda é de 8,11%, quando foram solicitados 7.109 benefícios.


A economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, explica que o motivo da queda nas solicitações se deve às alterações comportamentais ocasionadas pela pandemia, que levou pessoas a abrirem seus próprios negócios.


Durante os meses de abril e maio, o desemprego foi bem significativo e continuou crescendo nos meses seguintes, mas foi perdendo aos poucos a velocidade. É importante destacar que, em meio à pandemia, as pessoas tiveram alterações comportamentais: aquelas que estavam desempregadas tentaram buscar oportunidades e saídas de empregos".


"Por isso não houve o aumento expressivo dos pedidos de seguro-desemprego, na verdade, isso significa que as pessoas conseguiram se reinventar em período de crise”, esclareceu a economista.


Ao analisar o primeiro quadrimestre de 2020, o número de entradas no seguro-desemprego foi menor do que em 2019. De janeiro a abril de 2020, foram 34.780 solicitações em Mato Grosso do Sul, ante as 36.438 contabilizadas no mesmo período de 2019.


O objetivo do seguro-desemprego é garantir assistência financeira temporária ao trabalhador que foi demitido. O benefício pode ser solicitado pela internet ou nos postos de atendimento do Ministério da Economia e do Sistema Nacional de Emprego (Sine).


Do total de requerimentos em 2020 (95.559), 86% foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.


No Brasil, o número de pessoas que deram entrada ao pedido de seguro-desemprego alcançou 6,784 milhões de solicitações. Daniela explica que os segmentos de comércio e serviços foram os mais acometidos pelo desemprego em 2020.

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