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Mato Grosso do Sul “vai às compras” por doses de vacina contra a Covid-19


Mato Grosso do Sul quer agilizar a campanha de vacinação contra a Covid-19 e, para isso, está em busca de doses disponíveis no mercado. Segundo o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, o governo está “indo às compras” para garantir que a vacinação prossiga com uma maior rapidez.



Nós estamos negociando em algumas frentes, porque o governo federal está demorando demais. A vacinação hoje está em um ritmo muito lento, com doses homeopáticas, enquanto nós montamos um esquema de entrega rápida das vacinas. Temos tido eficiência para a vacinação, mas precisamos ter vacinas”, afirmou Resende.


Entre as alternativas em andamento no Estado está a aquisição por meio do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que é formado por sete governos: Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso do Sul.


O presidente do Consórcio, governador Ibaneis Rocha [MDB], está à frente das negociações, e, se derem certo, a gente vai conseguir comprar por meio dessa parceria, mas também estamos tentando adquirir de outras formas”, explicou.


Segundo o secretário, o Fórum dos Governadores, que reúne os chefes do Executivo estadual dos 26 estados e do Distrito Federal, está tentando a compra de mais vacinas para garantir a imunização de 25% da população, com a contrapartida de que o governo federal faça o ressarcimento aos estados.


Como essa alternativa precisa de aval do governo federal, ainda não há andamento na proposta. “Estamos negociando, mas não tem resposta do Ministério da Saúde sobre isso”, completou.


“Quando a gente vai aos locais de vacinação e vê o olhar de grande esperança e a alegria no rosto dos idosos quando são vacinados, o que queremos é dar celeridade a isso, para que todos recebam a vacina o mais rápido possível. A verdade é que o governo federal não fez um planejamento adequado”, declarou Resende.


A ideia da aquisição com a contrapartida do governo federal surgiu em reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e os demais chefes de Executivo estaduais do País.


A terceira opção de Mato Grosso do Sul é a compra de cerca de um milhão de doses do imunizante fabricado na Rússia, o Sputnik V. O Estado apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para a compra da vacina e aguarda decisão da Corte.


De acordo com o secretário, Mato Grosso do Sul temR$ 100 milhões para a aquisição de imunizantes e só precisa ou da aprovação do STF ou que alguma das outras alternativas seja concretizada.


Além de Mato Grosso do Sul, outros sete estados buscam a autorização para a compra da Sputnik V, são eles: Bahia, Piauí, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe, Maranhão e Pernambuco.


É angustiante essa espera, a gente vê a ansiedade das pessoas à espera de serem imunizadas, principalmente os idosos. Por isso estamos indo às compras”, declarou o

secretário Geraldo Resende.


O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou na manhã de ontem, em agenda pública, que também pretende fazer a aquisição de doses de imunizantes contra o novo coronavírus, mas não disse qual deles ou como faria essa compra.


A gente está tentando comprar a vacina sem aguardar o governo federal, nós temos caixa para isso, mas há uma resistência da União”, declarou durante a abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Campo Grande.


Em janeiro, a Casa de Leis, inclusive, já aprovou, por 24 votos favoráveis e nenhum contrário, projeto de lei que autoriza a prefeitura a adquirir vacinas contra a Covid-19 que estejam liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto é autorizativo, ou seja, a prefeitura pode ou não fazer uso dessa medida.


A tentativa de compra de um imunizante ocorre desde o ano passado, quando a Prefeitura de Campo Grande enviou ofício ao Instituto Butantan com o pedido de 347.817 doses da vacina Coronavac.


O documento enviado pedia a compra de 121.736 doses da vacina ainda em janeiro, mais 104.345 doses em fevereiro e 121.736 em março deste ano, o que não foi concretizado, porque o governo federal garantiu a compra de toda a produção do imunizante naquele momento.


Pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), Mato Grosso do Sul já recebeu 222.960 doses dos imunizantes Coronavac e AstraZeneca/Oxford.


A primeira remessa foi entregue ao Estado no dia 18 de janeiro, com 158.760 doses da Coronavac. A segunda remessa foi no dia 24 do mesmo mês, quando chegaram 22 mil doses da vacina de Oxford. A terceira, com 10.200 doses da Coronavac, chegou no dia seguinte. A quarta e última desembarcou no Estado no dia 7 de fevereiro, com 32 mil doses.


Depois de quase um mês do início da vacinação no País, o governo federal anunciou, oficialmente, um cronograma de entrega das vacinas adquiridas. Em reunião feita na quarta-feira com os governadores, Pazuello informou que até julho deste ano pretende entregar cerca de 230 milhões de vacinas contra a Covid-19.


Do total previsto, 190 milhões são de doses das vacinas Coronavac e AstraZeneca, que já estão contratadas por meio do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O quantitativo restante ainda está em tratativa com o consórcio Covax Facility e com os laboratórios União Química, da Rússia, e Precisa, da Bharat Biotech.


Ainda de acordo com Pazuello, até o fim do ano o Ministério da Saúde planeja adquirir 454,9 milhões de doses de imunizantes contra o novo coronavírus de diversos fabricantes.

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